Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento televisivo na noite de quinta-feira, 16 de julho, no qual pretende divulgar informações de inteligência que indicariam vulnerabilidades nas urnas eletrônicas utilizadas em diversos distritos do país, informou a agência Reuters nesta segunda-feira (13).
Segundo uma fonte do governo ouvida sob condição de anonimato, os dados recém-desclassificados apontam brechas que poderiam ser exploradas por agentes estrangeiros durante as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. O mesmo material também estaria ligado à eleição presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden, cuja lisura é contestada por Trump desde então.
De acordo com a Reuters, o presidente deve abordar especificamente as “midterms” e reforçar o argumento de que as falhas nos equipamentos eletrônicos colocam em risco a segurança do pleito. Integrantes da Casa Branca acreditam que as fragilidades poderiam permitir invasões cibernéticas externas.
Investigações em andamento
No início de julho, a Associated Press revelou que o FBI deslocou 260 analistas e especialistas de outras unidades para auxiliar nas investigações sobre a eleição de 2020 no condado de Fulton, na Geórgia – um dos principais focos das alegações de fraude levantadas por Trump. Um memorando interno classificou o caso como “prioritário”.
Comissão eleitoral esvaziada
O discurso de quinta-feira será mais um movimento de Trump visando as eleições de novembro. Na semana passada, o presidente demitiu dois comissários democratas da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC). A medida, somada à renúncia prévia de dois comissários republicanos, deixou o colegiado sem membros.
Em nota, a Casa Branca afirmou que o chefe do Executivo possui autoridade legal para afastar dirigentes que, segundo o governo, não estejam alinhados com o objetivo de garantir a segurança do sistema de votação. O esvaziamento da EAC ocorreu após a Suprema Corte ter concedido, em junho, poderes ampliados ao presidente para demitir diretores de agências independentes.
No ano passado, Trump assinou uma ordem executiva determinando que a EAC exigisse comprovação de cidadania nos formulários federais de registro de eleitores e pressionasse os estados a aceitar somente votos enviados pelo correio que chegassem até o dia da eleição. Essa medida foi suspensa pela Justiça no fim de junho.
A fala programada para quinta-feira representa a primeira vez que o material de inteligência sobre as supostas falhas nas urnas será apresentado publicamente pelo presidente.
Com informações de Gazeta do Povo