A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, manifestou solidariedade a Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por conta de ofensas que as duas afirmam ter sofrido recentemente. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL.
“Total solidariedade a elas. Qualquer mulher agredida, a gente não pode soltar a mão, não importa o campo ideológico”, disse Janja. Para a primeira-dama, episódios de violência verbal e misoginia “não têm direita nem esquerda” e afetam mulheres de todos os espectros políticos.
Contexto das denúncias
O posicionamento de Janja ocorre depois de um discurso de Damares no Senado em que a parlamentar afirmou que mulheres identificadas com a direita vêm sendo alvo de ataques constantes nas redes sociais. Ela citou Michelle Bolsonaro como um dos principais alvos e relatou que até a paternidade da filha de Michelle foi questionada.
A ex-primeira-dama, por sua vez, expôs desentendimentos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo ter sido “humilhada” pelo enteado. Flávio pediu desculpas publicamente, mas o episódio continuou repercutindo.
Damares ainda relatou ter sido alvo de boatos sobre um suposto amante. “Tenho sido vítima dos mais terríveis e vis ataques”, declarou a senadora, de 62 anos.
Acolhimento a denúncias
Durante a entrevista, Janja declarou esperar que casos como os de Michelle e Damares ampliem a compreensão sobre denúncias feitas por mulheres. “Nada do que a gente fala é mimimi”, afirmou.
Ela também comentou o caso da ex-ministra Anielle Franco, que acusou o então ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, de assédio. Janja disse que, em situações do tipo, “o mais importante é acolher quem denuncia”.
Assédio e feminicídio em pauta internacional
A primeira-dama revelou ter sofrido assédio ao longo da vida, inclusive já no Palácio do Planalto, e defendeu o direito de a mulher decidir se quer ou não tornar o fato público.
Ela contou ainda que discutiu o combate ao feminicídio com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e que mantém diálogo para a construção de um pacto internacional sobre proteção às mulheres, que também envolveria a presidente eleita do México, Claudia Sheinbaum.
Ao final, Janja avaliou que parte das críticas que recebe tem motivação política. “É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República”, afirmou.
Com informações de Direita Online