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Fim de cessar-fogo entre EUA e Irã reacende temor de confronto no Estreito de Ormuz

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Washington, 9 de julho de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) o rompimento do Memorando de Islamabad, acordo que havia suspendido hostilidades entre Washington e Teerã. A decisão eleva o risco de um conflito de grande escala no Oriente Médio, especialmente pelo controle do Estreito de Ormuz, rota por onde circulam cerca de 20% do petróleo e do gás natural do planeta.

Novos ataques a navios comerciais precipitam crise

De acordo com autoridades americanas, recentes investidas contra embarcações civis na região motivaram o fim do entendimento. O Irã nega responsabilidade direta, mas insiste em definir as regras de navegação no estreito. Trump classificou as negociações com o regime iraniano como “perda de tempo” e prometeu medidas “drásticas” para impedir o que chamou de “câncer” na região.

Estreito estratégico sob ameaça

Considerado um “gargalo” energético global, o Estreito de Ormuz funciona como corredor essencial para a economia mundial. Qualquer interrupção na passagem de petroleiros tende a elevar imediatamente o preço dos combustíveis e provocar instabilidade financeira em diversos países.

Escalada militar imediata

Logo após o anúncio de Trump, forças americanas bombardearam alvos iranianos próximos à costa para garantir a livre passagem de navios. Teerã respondeu atingindo bases dos EUA no Bahrein e no Kuwait, prometendo que essa seria apenas a “resposta esmagadora” inicial.

Ilha de Kharg em foco

A tensão se estende à Ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações de petróleo iranianas. O presidente americano sinalizou que poderia ordenar a tomada do terminal, o que atingiria diretamente a receita do governo iraniano e sua capacidade de financiar aliados na região.

Freio econômico pode limitar conflito

Analistas observam que, apesar da retórica agressiva, o impacto econômico de uma guerra aberta — com o fechamento completo de Ormuz e disparada do barril de petróleo — representa um fator de contenção para ambos os lados. A expectativa é de dias de alta tensão, ataques localizados e possíveis tentativas de retomar um acordo, ainda que frágil, de suspensão de hostilidades.

Com informações de Gazeta do Povo