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Flávio Bolsonaro assume defesa de empresas brasileiras contra possível tarifa de 25% nos EUA

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Brasília/Washington – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o principal porta-voz do setor empresarial brasileiro na audiência marcada para a próxima terça-feira, 7 de julho, em Washington. O encontro faz parte da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que pode resultar na aplicação de uma tarifa generalizada de 25% sobre produtos brasileiros.

O parlamentar terá cinco minutos para se pronunciar no Comitê da Seção 301, colegiado responsável por ouvir argumentos antes da decisão final. Segundo Flávio, o foco será contestar “estragos” que, em sua avaliação, a política externa do governo brasileiro atual teria provocado, destacando reflexos sobre empregos e investimentos no país.

Influenciador desiste da fala presencial

Inicialmente escalado para a audiência, o influenciador Paulo Figueiredo retirou-se da participação presencial para “dar mais destaque” ao senador. Ele enviará contribuições por escrito, defendendo que Washington, se optar por sanções, utilize a Lei Magnitsky – mecanismo que permite punir indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos – em vez de penalizar todo o setor produtivo brasileiro.

Pontos em análise pelo governo norte-americano

A investigação aberta pelo USTR avalia políticas brasileiras ligadas a:

  • comércio digital;
  • proteção da propriedade intelectual;
  • produção de etanol;
  • desmatamento ilegal;
  • combate à corrupção.

A audiência desta semana é a etapa conclusiva do processo. O veredicto sobre o eventual acréscimo tarifário de 25% deve ser divulgado até 15 de julho.

O Comitê da Seção 301 examinará ainda manifestações de empresas e entidades norte-americanas que importam produtos do Brasil, além de representantes de outros setores impactados.

Com informações de Gazeta do Povo

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