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Tabata Amaral e Boulos trocam acusações após vídeo sobre produtividade parlamentar

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A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), protagonizaram uma troca de críticas públicas nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, depois que a parlamentar divulgou um vídeo questionando a produtividade de parlamentares mais votados do país.

Vídeo cita “cinco projetos que viraram lei”

No material publicado nas redes sociais, Tabata comenta um levantamento que reúne os cinco deputados federais mais votados do Brasil — entre eles Boulos, os ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL) e Carla Zambelli (PL), além dos deputados Ricardo Salles (Novo-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Ao detalhar o desempenho legislativo de cada um, a deputada afirmou: “Guilherme Boulos: em um mandato, cinco projetos que viraram lei”, posicionando o ministro atrás de Nikolas e à frente de Zambelli.

Resposta de Boulos

Cerca de uma hora depois, Boulos reagiu em seu perfil no X (antigo Twitter). “É lamentável ver esse posicionamento de alguém do campo progressista, ainda mais no momento em que estamos”, escreveu. O ministro acrescentou ter “muito orgulho” das proposições aprovadas, citando a Lei das Cozinhas Solidárias, que, segundo ele, contribuiu para retirar o Brasil do Mapa da Fome.

No mesmo texto, Boulos alfinetou a parlamentar: “Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza”.

Projetos de Tabata provocam reação da esquerda

Relatora do PL da Misoginia, que pretende criminalizar discursos considerados preconceituosos contra mulheres, Tabata já vinha sendo alvo de críticas de setores da esquerda por posições vistas como desalinhadas ao bloco. A tensão aumentou depois que ela apresentou um projeto para incluir a definição de antissemitismo na legislação brasileira.

A proposta recebeu, inicialmente, a assinatura de oito deputados de esquerda — seis deles do PT — mas todos retiraram o apoio posteriormente. A deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) afirmou que sua rubrica foi inserida sem autorização e declarou que não se associaria a um tema que, na sua visão, pode afetar negativamente a comunidade palestina.

No centro do debate

Críticos ao texto argumentam que, no atual cenário do conflito Israel-Palestina, a tipificação de antissemitismo poderia ser utilizada para inviabilizar críticas ao governo israelense. Nas redes sociais, internautas chegaram a associar Tabata ao sionismo, movimento político que defende um Estado judeu nas áreas em disputa.

A discussão virtual entre Tabata Amaral e Guilherme Boulos segue mobilizando apoiadores de ambos os lados, enquanto projetos de ambos tramitam no Congresso Nacional.

Com informações de Gazeta do Povo