A mais recente sondagem AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (1º), indica perda de apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) junto a dois grupos considerados decisivos para o bolsonarismo: eleitorado feminino e evangélico. O levantamento, realizado entre 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados em todo o país, é o primeiro após o racha público entre o parlamentar e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Mulheres ampliam vantagem de Lula
No segmento feminino, Flávio Bolsonaro vinha tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa anterior, feita em maio. Agora, Lula aparece com 50,1% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto o senador recua para 35,1%, registrando uma das maiores quedas do levantamento.
Apoio evangélico também diminui
Entre os eleitores que se declaram evangélicos, Flávio Bolsonaro perde aproximadamente oito pontos percentuais em comparação com o estudo anterior. Analistas atribuem o recuo, em parte, à influência de Michelle Bolsonaro, que mantém forte interlocução com lideranças religiosas e mulheres conservadoras.
Crise familiar exposta
O desgaste ganhou força após semanas de trocas de acusações. Michelle publicou vídeo nas redes sociais relatando episódios de desrespeito e exclusão em decisões partidárias, expondo divisão inédita na família Bolsonaro. O episódio atinge justamente públicos onde a ex-primeira-dama consolidou autoridade durante a gestão do marido na Presidência.
Cenário geral de 2026
No quadro nacional de primeiro turno para 2026, Lula lidera com 46,3%, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,6%. Renan Santos registra 7,8%, Ronaldo Caiado 2,9% e Romeu Zema 2%. Em eventual segundo turno, o presidente ampliaria a vantagem: 48,8% a 42,3% contra o senador.
Os resultados acendem alerta no PL, que agora busca recompor o diálogo com mulheres e evangélicos para conter a distância que se abriu em favor de Lula.
Com informações de Folha Gospel