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Vaticano aplica excomunhão automática a seis bispos da Fraternidade São Pio X

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Roma – O Dicastério para a Doutrina da Fé divulgou em 2 de julho de 2026 um decreto que declara a excomunhão latae sententiae de seis bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), sob a acusação de ato cismático.

Foram punidos os bispos consagrantes Dom Alfonso de Galarreta e Dom Bernard Fellay, além dos quatro novos bispos ordenados sem autorização pontifícia: Dom Pascal Schreiber, Dom Michael Goldade, Dom Michel Poinsinet de Sivry e Dom Marc Hanappier. Pelo direito canônico, a penalidade só pode ser revogada pelo papa.

O documento reforça que qualquer clérigo ou leigo que se associe ao “cisma” incorre na mesma sanção automática. Em nota anexada, o Vaticano lamenta que décadas de diálogo, iniciadas ainda no pontificado de São Paulo VI, não tenham levado à plena comunhão da FSSPX com a Santa Sé.

Em 13 de maio, a Santa Sé já havia advertido que as consagrações sem mandato papal configurariam cisma e resultariam em excomunhão imediata. Após a cerimônia, realizada em 1.º de julho, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, classificou o ato como “cismático”.

O Papa Leão XIV chegou a enviar uma carta de apelo à fraternidade, pedindo que desistisse das ordenações: “Por favor, voltem atrás”, escreveu o pontífice.

Fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre, a FSSPX já enfrentara situação semelhante em 1988, quando Lefebvre também consagrou bispos sem mandato, recebendo a mesma penalidade. A congregação celebra exclusivamente a Missa Tridentina em latim e rejeita pontos do Concílio Vaticano II, sobretudo sobre liberdade religiosa e relações com outras religiões.

Com informações de Gazeta do Povo