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Famílias acusam Nicolás Maduro de mandar executar cinco jovens e abrem ação nos EUA

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Nova York, 1º de julho de 2026 — Detido em território norte-americano desde janeiro, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro passou a responder a mais um processo na Justiça dos Estados Unidos. Uma petição inicial protocolada em 30 de junho no Tribunal Distrital para o Distrito Leste de Nova York o acusa de ter ordenado a execução de cinco homens na Venezuela.

O documento foi apresentado pelas famílias das vítimas, mortas entre 2017 e 2021, que atribuem as execuções a agentes das Forças de Ações Especiais (Faes), então unidade da Polícia Nacional Bolivariana (PNB). Segundo os autores, o grupo agiu sob comando direto de Maduro.

Base legal

A ação se apoia na Lei Federal de Proteção às Vítimas de Tortura dos EUA. Os familiares afirmam que, sob o argumento de combater o tráfico de drogas e o crime organizado, o ex-governante utilizou a Faes como “instrumento político” para reprimir dissidências, aterrorizar comunidades de baixa renda e eliminar opositores.

Relato dos denunciantes

De acordo com a petição, agentes invadiram as casas das vítimas, obrigaram-nas a se ajoelhar e as executaram. Um dos denunciantes declarou viver “medo constante” por ainda estar na Venezuela, temendo represálias, pois os criadores da Faes ocupam postos de alto escalão no governo.

As famílias decidiram recorrer à Justiça norte-americana porque, segundo elas, não existe “recurso jurídico adequado” no país de origem para responsabilizar os envolvidos.

Outras acusações contra Maduro

Em janeiro, tropas dos Estados Unidos realizaram operação em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa, Cilia Flores, para que ambos respondam a acusações de narcoterrorismo em cortes federais. Paralelamente, o ex-mandatário é investigado na Flórida por suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Com o novo processo, Maduro soma mais uma frente judicial em solo americano enquanto permanece sob custódia.

Com informações de Gazeta do Povo