O governo dos Estados Unidos formaliza nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. A decisão, assinada pela administração do presidente Donald Trump, mira a segurança interna norte-americana e atinge grupos que, segundo Washington, já mantêm operações em 12 estados do país.
O que a nova designação permite
Com o selo de terrorismo, as autoridades dos EUA podem bloquear bens e contas bancárias vinculadas aos dois grupos em território americano, cancelar vistos ou deportar integrantes, além de proibir que cidadãos e empresas norte-americanas realizem qualquer transação com as facções. Fornecer apoio material, financeiro ou logístico passa a configurar crime federal grave.
Expansão nos Estados Unidos
De acordo com o Departamento de Estado, PCC e CV ultrapassaram as fronteiras brasileiras e se instalaram em estados como Nova York, Flórida e Massachusetts. Em um caso recente, 18 membros do PCC foram presos em Massachusetts sob acusação de tráfico de armas e de fentanil, potente opioide sintético.
Reação de Brasília
O Palácio do Planalto, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a medida e afirmou que questões de segurança pública no Brasil são assunto de soberania nacional. O governo considerou “deplorável” a mobilização de políticos brasileiros em Washington para endossar a iniciativa.
Clima diplomático
Embora haja tensão, a porta-voz do Departamento de Estado informou que nove agências norte-americanas seguem cooperando tecnicamente com autoridades brasileiras. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o Brasil é tratado como exceção entre aliados regionais e cobrou ações mais rígidas contra o crime organizado.
O que significa ser rotulado como terrorista
A classificação reúne critérios jurídicos e políticos que enquadram o grupo como ameaça direta à segurança dos EUA. Isso habilita Washington a aplicar sanções econômicas globais, recorrer a ferramentas de inteligência militar e cortar fluxos de financiamento que sustentam as atividades criminosas dentro e fora do Brasil.
Com informações de Gazeta do Povo