Brasília, 1º de julho de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito que apura a posse de uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi tomada após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluir a investigação sem apontar responsabilidade criminal do ex-chefe do Executivo.
No relatório final, o delegado Thiago Boeing da Silva afirmou não haver indícios de crime. Segundo ele, o armamento possuía registro válido e nenhuma restrição que impedisse sua manutenção na residência de Bolsonaro. “Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado.
Arma apreendida em blitz da Lei Seca
O inquérito começou depois que a pistola foi apreendida durante uma blitz da Lei Seca em Brasília. O armamento estava com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O militar declarou que levava a arma para conserto, após Bolsonaro notar um defeito de funcionamento – versão confirmada pelo próprio ex-presidente em depoimento prestado à PCDF.
A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, mas não recolheu a pistola nem aplicou restrição no cadastro da arma. Diante desses elementos, o ex-presidente não foi indiciado. Já o sargento foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, por transportar armamento registrado em nome de terceiro sem autorização prevista em lei.
Parecer da PGR
A partir do despacho de Moraes, caberá à PGR analisar o inquérito e emitir parecer sobre o prosseguimento ou arquivamento do caso. A manifestação do Ministério Público poderá embasar decisões futuras do ministro. O processo segue no STF porque Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação judicial.
Com informações de Gazeta do Povo