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Netanyahu propõe faixas de segurança em países vizinhos para conter futuras ofensivas contra Israel

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Jerusalém, 30 de junho de 2026 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país precisa estabelecer zonas de segurança dentro de territórios inimigos a fim de evitar ataques semelhantes ao ocorrido em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas liderou uma ofensiva que resultou em centenas de mortes.

Em entrevista a uma emissora local, Netanyahu afirmou que o episódio de 2023 “mudou completamente” a doutrina de defesa israelense. “O mais importante, na minha visão, é ter zonas de segurança dentro do território inimigo, não no nosso”, disse, acrescentando que não quer que as comunidades do norte de Israel vivam sob ameaça permanente.

Zona militar no sul do Líbano

A declaração ocorre enquanto prossegue o confronto com o Hezbollah. As Forças de Defesa de Israel (FDI) mantêm uma faixa de cerca de 10 quilômetros já dentro do território libanês, criada para proteger localidades israelenses de eventuais disparos do grupo xiita.

Nesta terça-feira (30), Netanyahu visitou tropas na área ocupada e assegurou que o Exército só deixará o sul do Líbano quando “a ameaça for removida”. A visita veio poucos dias após a assinatura de um acordo mediado pelos Estados Unidos, no qual Israel se compromete a devolver duas áreas ao Exército libanês em fase piloto, enquanto Beirute avança no desarmamento do Hezbollah ao sul do país.

Situação em Gaza e posição sobre o Irã

Questionado sobre a guerra na Faixa de Gaza, o premiê declarou que Israel já cumpriu dois dos três objetivos da operação: repatriar reféns e eliminar o Hamas como força militar. Segundo ele, falta encerrar o controle civil do grupo sobre o enclave palestino.

Netanyahu também comentou eventuais ações contra o Irã. Disse que, se julgar necessário, Israel voltará a atacar alvos iranianos e reiterou que, enquanto estiver no cargo, “o regime iraniano não terá armas nucleares”.

Com informações de Gazeta do Povo