O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que publicará nesta quarta-feira (1º) uma portaria que coloca fim à subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. O mecanismo, criado para conter a alta do combustível após o fechamento do Estreito de Ormuz, seria mantido até o fim de julho, mas será encerrado com um mês de antecedência.
Durigan adiantou ainda que o governo estuda retirar outra subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel e o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina. Para esses dois casos, entretanto, não há data definida.
Impacto nas bombas
A ajuda financeira às distribuidoras permitiu que a Petrobras amortecesse o reajuste de R$ 0,48 por litro do diesel anunciado no fim de maio. Nas bombas, o repasse vinha girando em torno de R$ 0,04. Com o término do subsídio, a expectativa é que o acréscimo chegue ao valor integral.
Motivos fiscais pesam
O anúncio ocorre em meio a um cenário fiscal negativo, com déficit primário de R$ 56,1 bilhões e dívida pública equivalente a 81,1% do PIB. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a retirada dos subsídios faz parte do esforço para alcançar equilíbrio das contas, meta que inclui zerar o déficit e buscar um superávit primário de R$ 34,3 bilhões.
O comportamento das contas públicas tem sido observado de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que cita a situação fiscal para adotar postura cautelosa em relação à taxa básica de juros (Selic).
Ainda sem solução definitiva para o impasse no Oriente Médio, Durigan avaliou que já existe margem suficiente para retirar o apoio financeiro sem comprometer o abastecimento de combustíveis.
Com informações de Gazeta do Povo