Brasília — O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central no Distrito Federal (Sinal-DF) desembolsou R$ 300 mil para que a atriz Luana Piovani publicasse, em 29 de junho, um vídeo nas redes sociais criticando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que amplia a autonomia administrativa e financeira do Banco Central.
A contratação faz parte de uma campanha mais ampla do sindicato contra a proposta. Segundo documentos divulgados nesta segunda-feira (29), o Sinal-DF destinou ainda R$ 250 mil à elaboração de uma nota técnica e outros R$ 250 mil ao impulsionamento das ações digitais, totalizando R$ 800 mil.
Razões da escolha da atriz
A presidente do Sinal-DF sugeriu o nome de Luana Piovani pelo alcance da artista em temas sociais. Nas plataformas digitais, a atriz reúne mais de 5,6 milhões de seguidores.
Pontos levantados no vídeo
No material patrocinado, Piovani diz que a PEC tornaria o Banco Central “refém do mercado financeiro”, colocaria em risco a gratuidade do Pix e poderia afetar o controle das reservas internacionais. Economistas consultados por veículos especializados, porém, afirmam que essas declarações não correspondem ao texto da proposta: a gratuidade do Pix, por exemplo, não depende do modelo de governança do BC.
Tramitação da proposta
A PEC 65/2023 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 10 de junho. Agora, aguarda votação no plenário. Caso passe, o Banco Central deixará de depender do Orçamento da União e passará a gerir suas próprias receitas. A medida divide categorias dentro da autarquia: enquanto o Sinal-DF se coloca contra, sindicatos de auditores e procuradores manifestam apoio.
Com informações de Gazeta do Povo