Dois dias depois dos terremotos que devastaram o norte da Venezuela, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou nesta sexta-feira (26) mais dois abalos sísmicos no país. Os novos tremores, de magnitudes 4,4 e 4,7, aumentaram a preocupação de moradores e das equipes que ainda procuram vítimas entre os escombros.
Detalhes dos abalos
O primeiro evento sísmico ocorreu durante a madrugada, a 17 quilômetros a oeste de Morón, na província de Carabobo, com 4,4 de magnitude e 10 quilômetros de profundidade, informou o USGS.
Horas depois, às 19h16 (horário de Brasília), um segundo tremor foi registrado 54 quilômetros ao norte de El Limón, em Aragua. Este abalo atingiu 4,7 de magnitude, também a 10 quilômetros de profundidade.
De acordo com a agência Reuters, os dois tremores foram sentidos em Caracas e Maracay.
Tragédia em andamento
Os novos sismos ocorrem enquanto o país ainda lida com as consequências dos abalos de quarta-feira (24), de 7,2 e 7,5 graus, os mais fortes em mais de um século. Segundo o governo venezuelano, o desastre já deixou pelo menos 920 mortos, 3.360 feridos, 172 pessoas presas sob destroços e mais de 50 mil desaparecidas. Além disso, mais de 3 mil habitantes perderam suas casas.
Ajuda internacional
A operação de resgate envolve equipes especializadas de Estados Unidos, México, El Salvador, Espanha, França, Alemanha, Suíça, Chile, Colômbia, Equador, Brasil e de outros países, que enviaram cães farejadores, drones, médicos e equipamentos para as áreas afetadas, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Risco de novos desabamentos
Engenheiros venezuelanos e universidades locais iniciaram avaliações em prédios que permaneceram de pé, mas apresentam rachaduras ou danos estruturais. O USGS ressalta que réplicas de menor intensidade são comuns após grandes terremotos e podem persistir por dias ou semanas, representando ameaça adicional a edificações comprometidas.
Com informações de Gazeta do Povo