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CazéTV recua e promete reduzir tom de anúncios de apostas durante a Copa de 2026

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São Paulo – O canal CazéTV, no YouTube, informou em nota divulgada nesta quinta-feira (25) que adotará um formato mais conservador para a divulgação de plataformas de apostas esportivas nos jogos da Copa do Mundo de 2026.

A decisão foi tomada após a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, abrir investigação preliminar para apurar possível publicidade abusiva nos conteúdos do canal.

O que motivou a investigação

O despacho da Senacon, assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Carnaúba, cita três exemplos considerados irregulares:

• Galvão Bueno incentivando o público a “colocar a paixão em jogo” e acessar uma das casas de aposta, com oferta promocional exclusiva;
• Divulgação de odd majorada de 3 para 4, apresentada como “segunda chance” aos apostadores;
• Associação entre a prática de apostas e a “paixão do povo brasileiro pelo futebol”.

Para o órgão, as mensagens podem ferir princípios de jogo responsável, transparência e informação adequada ao consumidor.

Regras para publicidade de bets

A portaria da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda determina que todo material promocional inclua símbolo “18+” e alerta sobre riscos de dependência em texto (10% da peça) e áudio. Também proíbe:

• Promessa de ganho fácil ou de altas chances de vitória;
• Associação de apostas a virtude, sucesso pessoal ou coragem;
• Presença de menores ou pessoas que aparentem ter menos de 18 anos;
• Chamadas para apostar imediatamente ou em excesso.

Posição do canal

No comunicado, a CazéTV afirma que “o mercado de apostas esportivas no Brasil é recente e está em constante amadurecimento” e, por isso, passará a usar um “formato mais tradicional de publicidade” para esse segmento. O canal ressalta que segue a legislação brasileira, as diretrizes do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e trabalha apenas com operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda, conforme a Lei 14.790/2023.

O texto reforça ainda o compromisso da plataforma com “transparência, responsabilidade e diálogo permanente” e diz que continuará buscando aperfeiçoar suas práticas sempre que necessário.

Com informações de Gazeta do Povo