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Ciro Gomes recusa assistir vídeo de Michelle Bolsonaro e se mantém fora da crise interna do PL

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Fortaleza (CE) – O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (25) que não assistiu – nem pretende assistir – ao vídeo de 27 minutos divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), no qual ela critica o alinhamento do diretório estadual do PL com o tucano.

“Eu juro que não vi o vídeo. E não vou ver. Isso é uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui”, declarou Ciro a jornalistas durante evento em Fortaleza.

Crise exposta entre Michelle e Flávio Bolsonaro

No material publicado na quarta-feira (24), Michelle revela divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz ter sido “maltratada e humilhada” e reafirma oposição a qualquer acordo político com Ciro Gomes nas eleições estaduais. Ela apoia a pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Palácio da Abolição.

Michelle atribuiu ao ex-governador cearense parte da responsabilidade pela inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e declarou que Ciro “jamais” contará com seu respaldo.

Ciro evita envolver-se

Ciro reiterou que está afastado das discussões da política nacional e que a disputa entre Michelle e Flávio deve ser solucionada exclusivamente pelo PL. “Se a gente for recuperar a minha participação na política nacional, ela é extremamente constrangedora por dois polos. Então, não é possível que eu trate desse assunto. Portanto, eu só respeito o problema do PL. O PL que vai resolver isso daí”, afirmou.

Pontos contestados por Michelle

Além de questionar o entendimento com Ciro, a ex-primeira-dama criticou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal André Fernandes, que preside a sigla no Ceará. Segundo ela, o nome inicialmente indicado por Jair Bolsonaro para a disputa era o da vereadora Priscila Costa (PL), de Fortaleza.

Michelle declarou ainda que não defende o rompimento imediato da aliança no estado, mas sugeriu que eventuais negociações sejam retomadas apenas em um possível segundo turno, por considerar essa alternativa mais coerente do ponto de vista ideológico.

Com informações de Gazeta do Povo