O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta críticas após a mais emblemática das reformas planejadas para as comemorações dos 250 anos da independência – o espelho d’água entre o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington – voltar a apresentar problemas poucos dias após a entrega da obra.
Concluída no início de junho, a intervenção custou US$ 14,8 milhões (cerca de R$ 76,9 milhões). O projeto previu a aplicação de uma camada impermeável e a pintura do fundo em um tom denominado “azul bandeira americana”, escolhido para intensificar o reflexo dos monumentos e conter a proliferação de algas que, anteriormente, deixava a água esverdeada.
Retorno das algas e descascamento da pintura
Menos de uma semana depois da reinauguração, o espelho d’água voltou a ficar verde. Funcionários do Serviço Nacional de Parques foram mobilizados para retirar algas, aplicar produtos químicos e remover trechos em que a nova cobertura já se soltava.
Vandalismo e prisões
A Casa Branca atribuiu os danos a atos de vandalismo. Segundo o governo, cinco pessoas foram presas e outras cinco receberam intimações federais. Entre os detidos está o ex-canoísta olímpico David Hearn, que afirma ter apenas tocado em uma parte da pintura já desprendida e nega ter provocado estragos.
Custo em debate
O valor final da obra superou o orçamento inicial de US$ 1,8 milhão (R$ 9,3 milhões). O governo justifica o aumento pelo cronograma acelerado, definido para que a reforma estivesse pronta antes das celebrações de 4 de julho. Oposição e entidades de preservação histórica questionam tanto os gastos quanto o processo de contratação.
Outras intervenções contestadas
Além do espelho d’água, Trump promove reformas no Rose Garden, planeja um salão de bailes na Casa Branca e propõe erguer um arco monumental, entre outras mudanças em áreas históricas de Washington. A organização The Cultural Landscape Foundation entrou na Justiça alegando que parte das obras foi iniciada sem as análises exigidas para patrimônio federal. O Departamento do Interior sustenta que as intervenções corrigem infiltrações e melhoram a conservação dos monumentos.
Mesmo com novas tentativas de limpeza, a administração admite que o espelho d’água poderá ser esvaziado e reabastecido antes das festividades caso a situação persista.
Com informações de Gazeta do Povo