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Bolsonaro confirma solicitação de reparo em pistola durante depoimento de 5 minutos à Polícia Civil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal na tarde desta terça-feira (23) por cerca de cinco minutos, em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. No depoimento, ele reafirmou ter pedido a um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que verificasse um defeito em sua pistola Glock 9 mm.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou a oitiva, Bolsonaro limitou-se a confirmar que solicitou a avaliação técnica da arma, pois o equipamento “não estava funcionando”. A versão repete a explicação já encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no Supremo Tribunal Federal (STF).

Arma apreendida em blitz

A pistola foi apreendida às 23h30 de 15 de junho, quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). O motorista, que se identificou como servidor do GSI, informou que o armamento e um carregador sobressalente pertenciam ao ex-presidente e que estavam em seu poder para reparo. Ele afirmou ter recebido a arma no mesmo dia, com a promessa de devolvê-la no dia seguinte.

Após a apreensão, Moraes cobrou explicações da defesa de Bolsonaro e da Polícia Militar do DF. A PM reconheceu que os veículos dos agentes do GSI que atuam na segurança do ex-presidente não são revistados, pois permanecem estacionados na via pública.

Contexto da prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária concedida em 24 de março por 90 dias, prazo que se encerra no fim de junho. A defesa nega relação entre o pedido de conserto da arma e o término do benefício. Os advogados afirmam que o percussor da pistola foi removido pela equipe de segurança após constatarem que o ex-presidente usava medicação psiquiátrica.

Em 17 de junho, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e solicitou a oitiva de Bolsonaro. Moraes autorizou o depoimento, mas determinou que ocorresse na residência do ex-chefe do Executivo, que está impedido de usar aparelhos eletrônicos.

Defesa espera arquivamento

Após o depoimento, Cunha Bueno divulgou nota afirmando que Bolsonaro esclareceu todos os pontos já apresentados por escrito ao STF. O advogado ressaltou que a arma é registrada em nome do ex-presidente e que “em nenhum momento houve intenção de descumprir determinação legal”. A defesa aguarda o arquivamento do inquérito.

Com informações de Gazeta do Povo