Na noite de quarta (17) para quinta-feira (18), a Ucrânia realizou o maior ataque contra a capital russa desde o início da guerra, iniciada com a invasão do Kremlin em fevereiro de 2022. Segundo a emissora britânica BBC, cerca de 200 drones foram lançados contra Moscou, deixando ao menos 17 feridos na região da capital.
O Ministério da Defesa da Rússia informou ter interceptado e destruído quase mil drones e quatro mísseis de cruzeiro ucranianos em todo o país no período de 24 horas. Mesmo assim, um depósito de combustível foi atingido na região de Rostov, no sul da Rússia, onde uma pessoa morreu.
Os ataques provocaram impacto imediato no transporte aéreo: mais de 520 voos foram cancelados ou atrasados nos aeroportos de Moscou nesta quinta-feira, de acordo com a agência EFE.
Em mensagem no Telegram, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a refinaria de Kapotnya, em Moscou, foi atingida pela segunda vez em uma semana. Ele destacou ainda que estruturas em Rostov e em territórios ucranianos ocupados pelos russos também foram alvos.
“Trata-se de uma resposta justa aos ataques russos contra nossas cidades e comunidades”, escreveu Zelensky, acrescentando que parceiros internacionais reconhecem a “precisão e eficácia” dos ataques ucranianos de média e longa distância. O líder voltou a cobrar que Moscou recorra à diplomacia para encerrar a guerra.
Na véspera, uma fonte da presidência francesa do G7, citada pela EFE, afirmou que o apoio unificado do bloco permitirá a Kiev fabricar armamentos sob licença, incluindo mísseis Patriot norte-americanos para defesa antiaérea e ações em profundidade no território russo. A iniciativa representa uma mudança na postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com informações de Gazeta do Povo