Paris (França), 17.jun.2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou a reunião do G7 na França em situação de isolamento político após sucessivos atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Embate público
Durante a fotografia oficial, Lula e Trump evitaram cumprimentar-se. Em entrevistas separadas, o brasileiro chamou o norte-americano de “desaforado” e comparou sua postura à de um “imperador”, referindo-se às ameaças de novas tarifas sobre produtos brasileiros e à decisão dos EUA de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.
Divergências documentais
O Palácio do Planalto aderiu a apenas três dos oito textos finais propostos pelo G7. Segundo auxiliares, os cinco documentos rejeitados refletiam, na avaliação do governo brasileiro, posições excessivamente alinhadas à Casa Branca sobre segurança internacional, combate ao crime organizado e governança global.
Discurso fora do eixo dominante
Nos pronunciamentos oficiais, Lula criticou políticas de austeridade fiscal das grandes economias, defendeu mais financiamento para ações climáticas e pediu reformas em organismos multilaterais. Analistas presentes apontaram, porém, que o foco dos demais líderes estava voltado à guerra na Ucrânia, à segurança energética e à disputa tecnológica, temas pouco abordados pelo presidente brasileiro.
Reação dos demais participantes
Além de Trump, autoridades europeias e japonesas demonstraram incômodo com a resistência do Brasil em aderir aos consensos do grupo. Enquanto esses países buscavam aproximar-se da nova administração norte-americana, a postura de confronto de Brasília reforçou a percepção de baixa articulação do país nas negociações estratégicas.
Com informações de Gazeta do Povo