O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou na tarde desta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a realização de novos ataques contra múltiplas instalações no Irã, mesmo com o cessar-fogo ainda formalmente em vigor entre os dois países.
Segundo o Centcom, as investidas foram autorizadas pelo presidente Donald Trump e classificadas como ações de autodefesa, realizadas em resposta a “agressões contínuas e injustificadas” atribuídas a Teerã contra alvos norte-americanos no Oriente Médio. O comando não divulgou quais estruturas foram atingidas nem o balanço inicial da ofensiva.
Contexto das novas operações
O anúncio ocorreu poucas horas depois de o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmar, durante visita ao quartel-general do Centcom em Tampa, Flórida, que Washington estava pronto para bombardear novas posições iranianas. Hegseth declarou que os ataques fazem parte da estratégia da Casa Branca para pressionar o Irã a firmar um acordo que limite seu programa nuclear.
De acordo com o secretário, Teerã “teve diversas oportunidades” de concluir a negociação, mas estaria adiando a decisão. Ele prometeu ações “fortes e claras” caso o impasse persistisse — promessa que se concretizou nas horas seguintes.
Trump promete resposta “muito forte”
Mais cedo, o presidente Trump reiterou que os Estados Unidos voltariam a atacar “com muita força” caso o Irã continuasse, segundo ele, a postergar as tratativas diplomáticas. O republicano também defendeu o direito de resposta militar após a derrubada de um helicóptero Apache norte-americano nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Escalada após ofensiva de terça-feira
A atual ofensiva sucede o bombardeio realizado na terça-feira, 9, quando forças americanas atingiram sistemas de defesa aérea, radares e outras instalações militares iranianas próximas ao estreito. Em reação, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ataques a bases dos EUA no Bahrein e na Jordânia.
Apesar de negociações em curso para encerrar a guerra iniciada em fevereiro, Washington e Teerã continuam sem acordo sobre pontos cruciais, especialmente o futuro do programa nuclear iraniano.
Com informações de Gazeta do Povo