O cofundador da Microsoft, Bill Gates, afirmou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, que Jeffrey Epstein tentou chantageá-lo para manter o contato entre os dois. A declaração foi dada em depoimento a portas fechadas perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Washington, que investiga a rede de relacionamentos do financista já condenado por crimes sexuais.
Segundo a transcrição entregue aos parlamentares, Gates disse não ter conhecimento prévio das atividades ilícitas de Epstein e contou que o financista ameaçava expor episódios de infidelidade conjugal para forçar a continuidade da relação. “Nunca testemunhei nem tive qualquer indício de que Epstein estivesse envolvido em condutas criminosas contínuas”, destacou. “Jamais visitei sua ilha, seu rancho ou sua casa na Flórida.”
O empresário relatou que o primeiro encontro ocorreu em 2011, quando Epstein se apresentou como potencial doador de “bilhões de dólares” para iniciativas de saúde global. “Eu sabia que ele enfrentara problemas legais, mas não compreendi a extensão dos crimes. Aceitei a apresentação sem a devida análise”, reconheceu.
De acordo com Gates, o vínculo foi encerrado em 2014 após a tentativa de chantagem, classificada por ele como um “grave erro de julgamento”. O bilionário também frisou que as informações pessoais utilizadas por Epstein não tinham relação direta com os encontros profissionais.
O nome de Gates aparece nas mais de três milhões de páginas de documentos — incluindo fotos e vídeos — divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro deste ano. À época, o executivo declarou arrependimento por “cada minuto” passado com Epstein, qualificando como “falsas” todas as alegações feitas pelo financista sobre ele.
Com informações de Gazeta do Povo