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EUA e parceiros dizem na ONU que Irã já reúne urânio para fabricar bomba nuclear

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Nações Unidas – Estados Unidos, França, Reino Unido e outros países aliados afirmaram nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, no Conselho de Segurança da ONU, que o Irã acumulou urânio enriquecido em quantidade suficiente para possibilitar a produção de uma arma nuclear.

O alerta foi apresentado pelo embaixador da França na ONU, Jérôme Bonnafont, em nome de Bahrein, Dinamarca, Grécia, Reino Unido, Letônia, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, França e da União Europeia. Segundo o diplomata, relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indicam que Teerã mantém mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido.

Bonnafont declarou que não há “justificativa crível” para esse volume de material caso o regime iraniano não tenha a intenção de desenvolver um artefato nuclear. Para a AIEA, a quantidade já se enquadra como “significativa”, patamar no qual não se pode descartar a fabricação de uma bomba.

Sanções em debate

A manifestação ocorreu antes da sessão destinada a discutir as sanções impostas ao programa nuclear iraniano. Os países signatários da declaração sustentam que apenas um acordo “crível, sólido e verificável” poderá assegurar que Teerã não busque, adquira ou desenvolva armamentos atômicos.

Os governos ocidentais também acusam o Irã de descumprir repetidamente obrigações internacionais e de impedir, há cerca de um ano, a entrada de inspetores da AIEA em instalações nucleares.

Rússia e China contestam retomada de punições

Durante a reunião, Rússia e China defenderam que o Conselho de Segurança já não tem mandato para restabelecer as sanções e solicitaram votação sobre a ordem do dia. Apenas Moscou e Pequim votaram contra; o Paquistão se absteve.

A controvérsia gira em torno do mecanismo de “snapback”, previsto no acordo nuclear firmado em 2015. O dispositivo permite reimplantar automaticamente as punições da ONU se houver violação significativa por parte de Teerã. Em 2025, França, Alemanha e Reino Unido requisitaram o acionamento do mecanismo, argumento rejeitado por Rússia e China, que tentaram, sem sucesso, prolongar a suspensão gradual das sanções por mais seis meses.

Com informações de Gazeta do Povo