O governo de Israel afirmou nesta terça-feira (9) que as sanções impostas por França, Irlanda e Austrália contra integrantes e entidades israelenses estimulam o antissemitismo e tentam ditar posições políticas sobre o conflito no Oriente Médio.
A reação foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, após Paris proibir a entrada do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich. O governo do presidente Emmanuel Macron alega que o político israelense defende a anexação da Cisjordânia e a expansão de assentamentos judaicos na região.
“O que esses governos têm em comum é o fracasso em combater o antissemitismo crescente dentro de seus próprios países. Suas políticas anti-Israel apenas alimentam esse fenômeno”, declarou Saar em comunicado divulgado em Jerusalém.
Segundo o chanceler, as medidas procuram forçar Israel a adotar uma posição específica sobre o direito dos judeus de se estabelecerem na “Terra de Israel” e sobre a disputa com os palestinos. Saar também criticou a ausência de sanções direcionadas à Autoridade Palestina, acusada por Tel Aviv de incentivar a violência e conceder benefícios a familiares de palestinos envolvidos em ataques.
A restrição francesa soma-se à decisão anunciada na semana passada pelo primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, que vetou a entrada de Smotrich e do ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir. Em movimento paralelo, a Austrália sancionou três cidadãos israelenses e quatro entidades apontados como ligados à violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia, em ação coordenada com parceiros como a Nova Zelândia.
Não há indicação de que os governos europeus e o australiano revisem as penalidades no curto prazo.
Com informações de Gazeta do Povo