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Washington estuda nova tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado

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Washington (03.jun.2026) – O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu em 2 de junho mais uma investigação amparada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e recomendou a aplicação de tarifa adicional de 12,5% a produtos brasileiros. A medida atinge também Argentina, Austrália, Chile, China, Colômbia, Índia, Israel, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Venezuela, Vietnã e outros países apontados por não barrar adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado no mercado norte-americano.

A investigação abrangeu 60 nações responsáveis por 99,4% das importações dos EUA. De acordo com o relatório, a “falha inaceitável” desses parceiros em conter bens fabricados sob condições abusivas cria competição desigual para trabalhadores e empresas norte-americanas, afirmou o representante comercial Jamieson Greer.

O USTR propôs alíquotas diferentes conforme o grau de comprometimento de cada país. Governos que já adotam ou negociam mecanismos de restrição a produtos associados a trabalho forçado podem ser taxados em 10%. O Brasil ficou fora desse grupo e, por isso, entrou na faixa de 12,5%.

Antes dessa iniciativa, em 1º de junho, o mesmo órgão recomendou sobretaxa de 25% a itens brasileiros após investigação separada, também conduzida sob a Seção 301, que apontou práticas comerciais consideradas prejudiciais aos EUA.

Próximos passos

A proposta de 12,5% será debatida em audiência pública marcada para 7 de julho, em Washington. Somente após essa etapa a administração do presidente Donald Trump decidirá se mantém, altera ou descarta a tarifa.

Repercussão no Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedindo a suspensão de novas tarifas contra o Brasil. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o parlamentar de atuar politicamente a favor do tarifaço de 25% e afirmou que a medida prejudicará consumidores, empresários e o agronegócio nacional.

A primeira investigação contra o Brasil sob a Seção 301 foi aberta em julho de 2025; a segunda, que resulta agora na proposta de 12,5%, teve início em março deste ano.

Com informações de Gazeta do Povo