O brasileiro dedicou, em média, 150 dias de trabalho em 2026 exclusivamente ao pagamento de tributos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Com carga tributária efetiva de 41,1%, a renda dos trabalhadores gerada entre 1º de janeiro e 30 de maio foi integralmente destinada ao governo. O primeiro dia de “renda livre” ocorreu nesta segunda-feira, 1º de junho.
O cálculo converte o percentual de impostos pagos em quantidade de dias trabalhados. Assim, 41,1% da renda anual corresponde a pouco menos de cinco meses de labor apenas para quitar obrigações como Imposto de Renda, ICMS, IOF e tributos sobre bens e serviços.
Classe média é a mais onerada
O estudo indica que quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 10 mil mensais suporta o maior peso relativo: alíquota média de 43,01%. Para esse grupo, são necessários 157 dias – até 6 de junho – de esforço apenas para atender ao Fisco.
Aumento retomado após leve recuo
Depois de uma redução entre 2019 e 2021, a carga tributária voltou a subir gradualmente a partir de 2023. O salto é expressivo quando comparado a 1986, ano em que o trabalhador destinava 82 dias aos impostos – quase metade do período atual.
Principais fatores de alta
Entre as mudanças que pesaram no bolso dos contribuintes estão a majoração das alíquotas estaduais de ICMS, o aumento do IOF aplicado a empréstimos, seguros e operações cambiais, além da criação de cobranças sobre apostas esportivas on-line. Também contribuíram o novo Imposto de Renda sobre lucros distribuídos a acionistas e tarifas sobre a importação de produtos de tecnologia.
Com informações de Gazeta do Povo