Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, encaminhou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em 2 de junho, solicitando que Washington desista de aplicar a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros recomendada pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR).
Pedido de isenção
No documento, Flávio afirma que o Brasil enfrenta “grave deterioração fiscal e econômica” e argumenta que a nova tarifa prejudicaria diretamente a população. Entre os dados apresentados, o senador cita:
- dívida pública bruta acima de 80% do PIB, alcançando R$ 10,4 trilhões;
- 81,7 milhões de brasileiros inadimplentes, quase metade da população adulta;
- recorde de 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025.
O parlamentar acrescenta que o “tarifaço” penalizaria cidadãos que veem os Estados Unidos como “parceiros estratégicos”.
Agradecimento a Rubio
Além do apelo comercial, Flávio Bolsonaro agradeceu a Marco Rubio pela recente inclusão das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas dos EUA, medida celebrada pelo senador.
Contexto da investigação americana
A recomendação de sobretaxa decorre de investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR. O relatório aponta, entre outros motivos:
- decisões judiciais brasileiras que limitaram plataformas de redes sociais dos EUA;
- suposto favorecimento do sistema Pix diante de empresas americanas de pagamentos;
- falta de combate à pirataria, com menção à Rua 25 de Março, em São Paulo;
- restrições ao etanol importado.
O texto prevê exceções para itens como carne bovina e café e estabelece 15 de julho de 2026 como prazo legal para adoção das medidas tarifárias.
Flávio Bolsonaro encerra a carta oferecendo, caso seja eleito presidente em outubro, iniciar imediatamente negociações para um amplo acordo comercial entre os dois países.
Com informações de Gazeta do Povo