A França informou neste domingo (31/05/2026) ter apreendido, em águas internacionais, o petroleiro Tagor, embarcação que transportava petróleo russo sob sanções internacionais. A operação contou com o auxílio do Reino Unido e de outros parceiros europeus.
De acordo com o governo francês, o capitão — um cidadão russo — ignorou sucessivas ordens de abordagem antes de a marinha francesa assumir o controle do navio.
Proprietário sob sanções
Dados da plataforma Open Sanctions apontam que o Tagor pertence ao iraniano Mohammad Hossein Shamkhani, filho de um antigo assessor do falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O magnata está incluído nas listas de sanções da União Europeia e dos Estados Unidos.
A embarcação navegava com bandeira de Camarões, considerada irregular pelas autoridades, e integrava a chamada “frota fantasma” russa. O trajeto registrado ia de Murmansk, no noroeste da Rússia, rumo ao continente africano.
Reações opostas
O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a ação como necessária para impedir que “navios contornem sanções, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos”.
A resposta de Moscou veio por meio do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que taxou a apreensão de “pirataria internacional” e afirmou que a Rússia “tomará medidas para proteger seus bens”.
Esta é a terceira embarcação associada à chamada frota fantasma russa interceptada por países europeus desde o início das restrições impostas ao petróleo de Moscou.
Com informações de Gazeta do Povo