Teerã – O governo iraniano suspendeu, nesta segunda-feira (1º), as negociações indiretas com os Estados Unidos depois que Israel retomou ataques a posições do Hezbollah no Líbano, informou a agência semioficial Tasnim.
Segundo a imprensa iraniana, o fim da ofensiva israelense contra o grupo libanês era considerado condição essencial para um possível cessar-fogo. “Diante da continuidade dos ataques do regime sionista no Líbano, a equipe de negociação iraniana está paralisando as conversas e a troca de documentos via mediadores”, declarou uma fonte citada pela Tasnim.
Plano para bloquear estreitos estratégicos
A mesma agência relatou que o Irã, junto ao chamado Eixo de Resistência — aliança que reúne facções xiitas no Iêmen, Líbano e Iraque —, definiu um plano para fechar totalmente o Estreito de Ormuz e ativar outras frentes, como o Estreito de Bab el-Mandeb, com o objetivo de “punir” Israel e seus aliados.
Escalada israelense em Beirute
Israel vinha evitando ampliar o conflito contra o Hezbollah a pedido do então presidente norte-americano Donald Trump, enquanto Washington buscava um acordo duradouro com Teerã. Contudo, nesta segunda, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou novos bombardeios ao distrito de Dahieh, reduto do grupo xiita ao sul de Beirute.
Troca de fogo entre EUA e Irã
A decisão iraniana de abandonar as tratativas ocorre depois de uma série de ataques mútuos no fim de semana. No domingo (31), o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou ter realizado “ações de autodefesa” contra radares iranianos e centros de comando de drones nas proximidades de Goruk e na Ilha de Qeshm.
Forças norte-americanas também interceptaram dois mísseis balísticos disparados do território iraniano contra um alvo no Kuwait. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que lançou projéteis contra uma base usada pelos EUA no país árabe em retaliação a recentes bombardeios norte-americanos no sul do Irã.
Com o impasse, o futuro das conversas sobre um cessar-fogo permanece incerto, enquanto a tensão cresce em vários pontos do Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo