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Mendonça corre para sustentar inquéritos de R$ 22 bi contra Banco Master e INSS sob fogo cruzado no STF

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Brasília – O ministro André Mendonça acelerou, em maio de 2026, as operações que apuram fraudes bilionárias no Banco Master e em descontos irregulares em aposentadorias do INSS. A medida busca coletar provas com rapidez e evitar a anulação dos processos em meio a pressões políticas e críticas internas no Supremo Tribunal Federal.

Principais alvos e valores bloqueados

As investigações miram executivos do Banco Master, suspeitos de manipular operações financeiras e cooptar agentes públicos, além de um esquema de cobranças indevidas contra beneficiários do INSS. Entre os investigados mais recentes estão o senador Ciro Nogueira, o ex-governador Cláudio Castro, banqueiros ligados à instituição e um perito da Polícia Federal. Mendonça expediu ordens de prisão, busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens.

Choque com outros ministros

Dentro da Corte, o ministro Gilmar Mendes questiona os métodos de Mendonça, comparando-os ao modelo da Operação Lava Jato, que ele acusa de excessos. Gilmar procura restringir a investigação a supostos crimes financeiros cometidos em São Paulo, enquanto Mendonça mantém o foco também em possíveis atos de corrupção em Brasília. A tensão cresce porque o proprietário do Banco Master mantinha relações comerciais com familiares de outros ministros, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Estrategia contra nulidades

Para blindar os processos, Mendonça passou a revisar a redação de suas decisões, abandonando termos que possam sugerir “justiceirismo”. Além disso, utiliza precedentes de colegas críticos — inclusive de Gilmar Mendes — para fundamentar novas prisões, tentando reduzir o risco de nulidades, que podem anular provas por falhas processuais, na Segunda Turma do STF.

Caso Dark Horse amplia desgaste

Paralelamente, o inquérito apelidado de “Dark Horse” investiga o aporte de R$ 61 milhões na produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Conversas obtidas pela Polícia Federal indicam tratativas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Há disputa interna sobre a permanência do caso com Mendonça ou seu envio a outro ministro, o que pode alterar os rumos da investigação principal.

Troca no comando da PF e suspeita de interferência

A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre o INSS após ele solicitar a quebra de sigilo bancário de um dos filhos do presidente Lula. Sem ter sido informado previamente, Mendonça abriu procedimento para averiguar se a mudança buscou proteger investigados. A PF alega que a troca visa dar mais eficiência aos processos que tramitam em instâncias superiores.

As investigações seguem sob monitoramento da Segunda Turma do STF, formada pelos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux, colegiado que poderá rever decisões recentes de Mendonça.

Com informações de Gazeta do Povo