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EUA enquadram PCC e Comando Vermelho como terroristas e miram finanças das facções

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Washington, 30 mai. 2026 – O governo dos Estados Unidos incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais. A medida, tomada pela gestão do ex-presidente Donald Trump, foi elogiada por autoridades brasileiras de segurança pública, que enxergam na decisão uma oportunidade de asfixia financeira às duas maiores facções do país.

Motivos da classificação

Para especialistas consultados, embora PCC e CV não tenham motivações religiosas ou ideológicas típicas, seus métodos de intimidação se equiparam ao de grupos terroristas. As facções assumem o controle de bairros, expulsam moradores, fecham comércios e utilizam violência extrema para desafiar a Justiça, gerando pânico generalizado.

Rogério Greco, secretário de Segurança de Minas Gerais, avalia a decisão norte-americana como “corretíssima”. Segundo ele, as facções impõem o medo, dominam territórios e precisam ser enfrentadas com mecanismos mais duros.

Impacto prático para o Brasil

A inclusão na lista negra não significa participação de tropas estrangeiras em solo brasileiro. O objetivo central é financeiro: ao serem rotuladas como terroristas, as organizações passam a ter contas bloqueadas no exterior, enfrentam obstáculos adicionais para lavar dinheiro e encontram maior dificuldade em movimentar recursos por rotas internacionais.

Limites da legislação brasileira

No Brasil, a Lei Antiterrorismo — aprovada às pressas para os Jogos Olímpicos de 2016 — teve vetos que reduziram seu alcance. Hoje, o texto é considerado insuficiente para enquadrar o cotidiano das facções. Gestores de segurança defendem uma revisão urgente do arcabouço jurídico para permitir punições equivalentes às previstas contra terrorismo.

Fronteiras vulneráveis potencializam o crime

O país não produz cocaína, mas faz fronteira com Peru, Colômbia e Bolívia, os três maiores exportadores mundiais da droga. A falta de controle integrado nessa região facilita a entrada de entorpecentes e armamentos pesados. Estados acabam atuando apenas no enfrentamento dos efeitos, sem conter a origem do problema.

Exemplo externo citado

Autoridades brasileiras citam El Salvador como caso de referência. O país centro-americano reduziu drasticamente os índices de homicídio após reformas no Judiciário e endurecimento legal, demonstrando, segundo esses gestores, que vontade política pode alterar cenários de violência endêmica.

A decisão norte-americana, portanto, coloca pressão adicional sobre as finanças de PCC e Comando Vermelho e reabre o debate sobre o fortalecimento do marco legal brasileiro contra o crime organizado.

Com informações de Gazeta do Povo