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Secretário mineiro elogia decisão dos EUA de rotular PCC e CV como terroristas

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Brasília, 30/05/2026 – O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, classificou como “corretíssima” a medida do governo dos Estados Unidos que incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais.

Em entrevista, Greco afirmou que Washington “teve a coragem que faltou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)” para enquadrar as duas facções. Segundo ele, a reação do Palácio do Planalto – que considerou a medida excessiva e sugeriu risco de intervenção militar externa – é “exagerada” e “sem fundamento”.

“Ações produzidas pelo terror”

Para o secretário, ainda que PCC e CV não possuam motivações religiosas ou políticas típicas do terrorismo clássico, praticam atos equivalentes ao dominar territórios, impor regras pela força, expulsar moradores e atacar a população. “Os milhões de brasileiros submetidos a essas facções sabem o que é viver sob terror”, disse.

Críticas à legislação brasileira

Greco argumentou que a Lei Antiterrorismo, aprovada em 2016, é insuficiente para enfrentar o crime organizado. Ele atribuiu as lacunas a vetos presidenciais na época e defendeu uma revisão ampla da norma.

Foco no patrimônio das facções

O secretário descartou a possibilidade de tropas estrangeiras atuarem no Brasil. Segundo ele, o objetivo norte-americano é atingir a estrutura financeira das facções, bloqueando recursos, empresas de fachada e esquemas de lavagem de dinheiro.

Experiência em Minas Gerais

Greco informou que Minas Gerais mantém unidades prisionais específicas para líderes de facções e trabalha com integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal. Ele, entretanto, lamentou a falta de cooperação do governo federal no controle de fronteiras usadas para entrada de drogas e armas.

Ao comentar o avanço internacional das quadrilhas, o secretário lembrou que vínculos entre traficantes brasileiros e grupos estrangeiros são documentados desde a prisão de Fernandinho Beira-Mar na Colômbia, em 2001.

Com informações de Gazeta do Povo