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Advogado ligado à Trump Media afirma que PCC e Comando Vermelho representam risco mundial

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Washington (EUA) – O advogado norte-americano Martin de Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble em ação movida nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, declarou nesta sexta-feira (29/05/2026) que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) configuram “ameaças à segurança regional e global”.

Em publicações na rede social X, De Luca argumentou que ambas as organizações criminosas extrapolam as fronteiras brasileiras ao controlarem territórios, administrarem redes prisionais e movimentarem entorpecentes “em escala industrial” por diferentes continentes. O jurista mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao criticar a oposição do governo brasileiro à classificação dos grupos como terroristas pelos Estados Unidos.

Alcance internacional das facções

Citando relatórios do The Wall Street Journal e do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), o advogado afirmou que:

  • o PCC opera em quase 30 países, mantém acesso direto a produtores de cocaína na Colômbia, no Peru e na Bolívia e possui alianças com sindicatos do crime ao redor do mundo;
  • o Comando Vermelho, embora mais ativo no território brasileiro, já atua em oito nações sul-americanas, controla rotas estratégicas de tráfico e fornece logística para remessas de drogas destinadas à Europa e à África, segundo dados da Polícia Federal.

Decisão de Washington

Na quinta-feira (28/05), o Departamento de Estado anunciou que, a partir de 5 de junho, PCC e CV passarão a integrar a lista norte-americana de organizações terroristas. O comunicado, assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, classifica as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.

A medida conta com respaldo de parlamentares republicanos e de parte da comunidade de inteligência dos EUA, mas enfrenta resistência do Palácio do Planalto, que discorda da designação.

De Luca concluiu que o alcance transnacional das facções “corrompe instituições nos mais altos escalões” e exige uma resposta coordenada além das fronteiras brasileiras.

Com informações de Gazeta do Povo