O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que seis fintechs alvo da Operação Fluxo Oculto transferiram cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A força-tarefa foi deflagrada na manhã de hoje para frear a lavagem de recursos provenientes do tráfico de drogas, de armas e da adulteração de combustíveis.
Segundo Durigan, as empresas, algumas situadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo, movimentaram ao todo R$ 26 bilhões entre 2022 e 2024. Parte desses valores circulou por contas-bolsão — mecanismo proibido pelo Banco Central no ano passado — e por criptoativos, que somaram R$ 365 milhões no período.
A Receita Federal informou ter identificado ainda R$ 1 milhão em espécie proveniente de uma das instituições investigadas. Três fintechs não enviaram as declarações obrigatórias sobre investimentos, enquanto as demais reportaram R$ 8 bilhões movimentados apenas em 2025.
Esquema de combustíveis continua sob mira das autoridades
A operação também apura a manutenção do esquema de adulteração de combustíveis desmontado na Operação Carbono Oculto, em 2025. De acordo com a denúncia, solventes e nafta petroquímica eram desviados para postos da Grande São Paulo por meio de empresas-fantasmas registradas em nome de parentes, pessoas socialmente vulneráveis e até detentos.
Quatro fundos de investimento, duas administradoras de recursos e duas gestoras tornaram-se alvo direto da investigação. Juntos, esses fundos reúnem patrimônio estimado em R$ 205 milhões e tiveram crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.
55 mandados em cinco estados
Ao todo, 55 mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. A ação reúne o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Secretaria da Fazenda paulista, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil.
Durigan destacou que o objetivo é sufocar financeiramente o crime organizado: “Precisamos identificar e bloquear as engrenagens que alimentam essas organizações”.
Com informações de Gazeta do Povo