Seul – O ex-policial e defensor de direitos humanos Dong Guangping, de 68 anos, foi detido pela guarda costeira da Coreia do Sul na segunda-feira, 25 de maio, depois de permanecer cerca de 30 horas em alto-mar dentro de um bote inflável que partira de Weifang, na província chinesa de Shandong.
De acordo com a emissora britânica BBC, as autoridades sul-coreanas investigam o chinês por supostas infrações às leis de imigração. O caso será encaminhado ao Ministério Público local.
Dong foi localizado quase inconsciente por uma embarcação de pesca que alertou os agentes sul-coreanos. O ativista tenta, pela quarta vez, deixar a China para reencontrar a esposa e a filha, asiladas no Canadá.
Tentativas anteriores de fuga
O militante, conhecido por organizar vigílias em memória das vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial, foi preso diversas vezes em seu país. Desde 2015, realizou outras três tentativas de escape:
- 2015 – Viajou à Tailândia, mas foi deportado de volta à China;
- 2019 – Nadou de Shishi, na província de Fujian, rumo à ilha taiwanesa de Kinmen; foi entregue à polícia após ser visto por pescadores chineses;
- 2020 – Entrou no Vietnã e viveu dois anos escondido em Hanói, até ser detido e repatriado.
Após a nova detenção, o grupo Human Rights in China pediu a Seul que não o devolva a Pequim. “O fato de um homem perto dos 70 anos ter sido forçado a atravessar o mar em um pequeno bote inflável denuncia a situação dos direitos humanos na China”, afirmou a organização em nota.
Com informações de Gazeta do Povo