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EUA e Irã relatam avanços em negociações que podem encerrar conflito e aliviar sanções

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Estados Unidos e Irã informaram neste domingo, 24 de maio de 2026, que as conversas para um acordo de paz registraram progresso e podem levar ao fim da guerra iniciada em fevereiro. Embora ambos os lados descrevam as tratativas como construtivas, pontos essenciais ainda estão em debate.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou ter orientado sua equipe a manter o ritmo “ordenado” das negociações e a não acelerar a assinatura do texto final. “O bloqueio permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu. Trump reiterou que Teerã “não pode desenvolver nem obter uma arma nuclear”.

Do lado iraniano, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que o entendimento prioriza o encerramento das hostilidades “em todas as frentes”, inclusive no Líbano. Entre os itens discutidos estariam:

  • Suspensão temporária das sanções ao setor petrolífero;
  • Liberação parcial de ativos iranianos bloqueados no exterior;
  • Alívio progressivo das restrições impostas ao Estreito de Ormuz.

Pressões e contrapartidas

Em visita diplomática à Índia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres que houve “avanços significativos” e que Trump poderia receber “boas notícias” ainda neste domingo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que o acordo está “muito longe e muito perto” ao mesmo tempo, citando mudanças de posição ocorridas em Washington. “Não podemos ter certeza absoluta de que essa abordagem não mudará”, comentou.

Segundo o New York Times, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou por telefone com Trump e cobrou que qualquer pacto obrigue Teerã a desmontar instalações nucleares e remover todo o urânio enriquecido passível de uso bélico.

Recuperação do tráfego marítimo

De acordo com a agência EFE, o esboço do texto prevê restaurar gradualmente o volume de embarcações que circulava pelo Estreito de Ormuz antes de 28 de fevereiro, data em que o Irã bloqueou a área após ataques de EUA e Israel. Washington respondeu em 13 de abril impondo um cerco naval a portos e navios iranianos.

A proposta obriga os Estados Unidos a suspender provisoriamente sanções e liberar parte dos fundos congelados já na primeira fase do pacto. Em troca, conforme fontes americanas ouvidas pelo New York Times, Teerã teria aceitado abrir mão de seu estoque de urânio enriquecido. Os detalhes sobre como o material seria removido ou transferido ficariam para uma segunda etapa, opção que os EUA rejeitam. Sem um entendimento sobre o tema na fase inicial, alertaram as autoridades, as operações militares seriam retomadas.

Ainda não há previsão pública para a assinatura do documento, e as delegações continuam discutindo pontos técnicos para viabilizar um cessar-fogo permanente e a retomada das atividades econômicas.

Com informações de Gazeta do Povo