Brasília – O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo afirmou nesta quinta-feira (21) que segue pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), mesmo após a direção nacional da legenda anunciar sua expulsão em caráter sumário.
Em nota divulgada à noite, Rebelo classificou a decisão como “ilegal” e sustentou que o ato viola princípios constitucionais de ampla defesa e contraditório. “Reafirmo a determinação de prosseguir na jornada de minha pré-candidatura até a convenção partidária, instância autorizada para decidir soberanamente a escolha de candidaturas do partido”, escreveu.
Críticas à direção e ameaça de ação judicial
O ex-ministro acusou a cúpula do DC de não tolerar críticas internas após o partido indicar o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como possível candidato ao Planalto. Rebelo tem questionado publicamente a escolha e chegou a associar a movimentação a uma suposta tentativa de blindagem partidária no chamado Caso Master, insinuando que recorrerá à Justiça eleitoral para reverter a expulsão.
Pontos levantados por Rebelo
No comunicado, o político listou seis argumentos para contestar o desligamento, entre eles:
I) incoerência com a liberdade de manifestação de filiados;
II) incapacidade de conviver com opiniões divergentes;
III) violação do devido processo legal;
IV) premeditação do resultado do processo de expulsão;
V) quebra da imparcialidade;
VI) descumprimento do estatuto partidário.
Até o momento, a direção do Democracia Cristã não se pronunciou sobre os pontos levantados pelo ex-ministro nem informou se pretende manter a expulsão.
Com informações de Gazeta do Povo