Brasília, 19 de maio – O Partido Liberal (PL) protocolou nesta terça-feira (19) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a divulgação da pesquisa presidencial realizada pela AtlasIntel. A legenda alega que o questionário foi elaborado para induzir percepções negativas sobre o pré-candidato do partido, o senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com o instituto, o levantamento entrevistou 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio, possui margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e custou R$ 75 mil, pagos com recursos próprios. O registro no TSE é BR-06939/2026.
Na ação, o PL sustenta que a sequência das perguntas produziu efeitos psicológicos de priming, framing e ancoragem, associando Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e a supostas irregularidades financeiras. Segundo o partido, oito das 48 perguntas tratam diretamente do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e foram dispostas em série para construir uma narrativa acusatória.
A legenda argumenta que a pesquisa ultrapassou o objetivo de medir a opinião pública e passou a influenciar os entrevistados antes das questões sobre imagem, rejeição e intenção de voto. Entre os pontos contestados estão referências a “medo”, “fraudes financeiras”, “escândalo do Banco Master” e “evidências de envolvimento direto” do senador.
O PL questiona ainda a exibição de um conteúdo audiovisual na última pergunta do questionário, alegando falta de comprovação de autenticidade e ausência de documentação completa no registro oficial da pesquisa.
Além da suspensão imediata da divulgação, o partido solicita acesso aos microdados, aos registros integrais de aplicação do questionário e ao sistema interno de controle da AtlasIntel. A legenda também pede que o TSE investigue possível prática de crime eleitoral e realize análise técnica da metodologia empregada pelo instituto.
Com informações de Direita Online