O empresário colombiano Alex Saab, de 54 anos, apontado pelas autoridades norte-americanas como operador financeiro do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, compareceu nesta segunda-feira (18) a um tribunal federal em Miami menos de 48 horas após ser deportado para os Estados Unidos.
Na audiência, realizada na Corte do Distrito Sul da Flórida, Saab foi formalmente acusado de lavagem de dinheiro, conspiração para realizar transações financeiras ilícitas e de ocultar a origem dos recursos. A juíza Marty Fulgueira Elfenbein determinou que o réu permaneça preso sem direito a fiança até 24 de junho.
Deportação anunciada por Caracas
O governo venezuelano, hoje comandado por Delcy Rodríguez, informou no sábado (16) que decidiu entregar Saab às autoridades norte-americanas “por haver cometido diversos crimes nos EUA”. O empresário desembarcou na noite do mesmo dia no Aeroporto de Opa-locka, na região metropolitana de Miami.
Histórico de prisões e negociações
Saab já havia sido detido em Cabo Verde em 2020 e enviado posteriormente aos Estados Unidos. Entre 2021 e 2023, ficou preso em solo norte-americano, mas foi libertado pelo presidente Joe Biden em uma troca de prisioneiros que, segundo a Casa Branca, fazia parte de uma estratégia para conter o fluxo migratório venezuelano.
A nova deportação ocorre em meio à cooperação judicial firmada entre Washington e Caracas desde a operação norte-americana que capturou Maduro em 3 de janeiro. O ex-líder venezuelano foi levado a Nova York, onde responde a acusações de tráfico de drogas.
Considerado peça-chave no esquema de contratos públicos que teria enriquecido a cúpula chavista, Saab nega as denúncias. Caso seja condenado, ele poderá enfrentar penas que somam décadas de prisão.
Com informações de Gazeta do Povo