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Candidato apelidado de “Trump do Peru” aciona Justiça para anular resultado eleitoral

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Lima – O empresário e político de direita Rafael López Aliaga, 65 anos, anunciou que ingressará na Justiça para anular o primeiro turno da eleição presidencial peruana, concluído em 13 de abril. Ele ficou fora do segundo turno por diferença de 21 mil votos para o segundo colocado e acusa o processo de “fraude” e “golpe de Estado”.

Disputa eleitoral

De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), a próxima etapa da votação, marcada para 7 de junho, será entre a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez. Os resultados oficiais só foram proclamados agora porque a Onpe enfrentou renúncias, prisões de funcionários, recontagem de atas e uma ordem do Jurado Nacional de Eleições (JNE) para auditoria dos sistemas digitais.

Acusações de fraude

Em mensagens nas redes sociais, López Aliaga afirmou que Onpe e JNE “escolhem e impõem candidatos contra a vontade do povo”. Ele pediu prisão do chefe do órgão eleitoral, ofereceu recompensa por provas de fraude e comparou a condução da votação ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Também solicitou uma perícia internacional, alegando que a auditoria interna “não é suficiente”.

O candidato questiona especialmente as seções identificadas como série 900 mil, onde, segundo ele, foram contabilizados 250 mil votos durante a madrugada da apuração. “Isso não resiste ao menor escrutínio”, declarou à CNN em Espanhol, apontando possibilidade de penas superiores a 20 anos de prisão para os responsáveis.

Trajetória política

Engenheiro e administrador, López Aliaga controla empresas hoteleiras e ferroviárias, inclusive a concessão que leva turistas a Machu Picchu. Foi vereador em Lima (2007-2010), eleito prefeito da capital em 2022 e deixou o cargo em 2025 para disputar novamente a presidência. Em 2021 obteve 11,75 % dos votos; neste ano, somou 11,9 %.

Comparado pela agência EFE ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, ele defende propostas de linha dura, como retirar o Peru da Corte Interamericana de Direitos Humanos, instituir pena de morte para crimes graves e construir presídios em áreas isoladas da selva.

Pedidos negados

Após o primeiro turno, López Aliaga pediu eleições complementares, alegando falta de material eleitoral que, segundo ele, afastou eleitores de regiões de Lima onde liderava as pesquisas. O JNE rejeitou a solicitação.

Agora, o candidato prepara ações judiciais para impedir que o resultado proclamado siga adiante. Caso não consiga reverter o quadro, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão a presidência no dia 7 de junho.

Com informações de Gazeta do Povo