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Oposição prepara ofensiva eleitoral para 2026 e mira Senado, governos estaduais e Planalto

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Deputados e senadores contrários ao governo Lula intensificam articulações para transformar visibilidade conquistada no Congresso em votos nas eleições de outubro de 2026. Parlamentares ligados principalmente ao PL e ao Novo planejam disputar vagas no Senado, governos estaduais e até a Presidência da República.

Senado em foco

Cinco deputados federais já se apresentam como pré-candidatos a senador. São eles: Bia Kicis (PL-DF), Caroline De Toni (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). O grupo ganhou destaque em comissões parlamentares e nas redes sociais, impulsionando o salto para a Câmara Alta.

Objetivos estaduais

No âmbito estadual, quatro nomes se movimentam para chefiar executivos locais. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pretende concorrer ao governo do Ceará. Já o deputado Luciano Zucco (PL-RS) mira o Palácio Piratini, enquanto o senador Sergio Moro (PL-PR) articula candidatura ao governo do Paraná. No Espírito Santo, o também senador Magno Malta (PL-ES) é cotado para disputar o comando do estado.

Bandeiras que mobilizam a base conservadora

A agenda desses parlamentares inclui a defesa de anistia para investigados pelos atos de 8 de janeiro, críticas ao que chamam de “ativismo judicial” do Supremo Tribunal Federal e denúncias de supostas fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Papel da CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o INSS serviu de vitrine para figuras como Alfredo Gaspar (União-AL) e Adriana Ventura (Novo-SP). Eles apontaram desvios próximos de R$ 40 bilhões e solicitaram o indiciamento de aliados do governo. Embora o relatório final tenha sido rejeitado pela maioria governista, a atuação na comissão alavancou a projeção dos oposicionistas.

Estratégia do clã Bolsonaro

Com Jair Bolsonaro inelegível até 2030, a família aposta no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para disputar o Palácio do Planalto. Paralelamente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tem viajado ao exterior denunciando o que classifica como perseguição política e aguarda definições sobre seu futuro eleitoral.

As movimentações devem se intensificar nos próximos meses, quando partidos finalizam chapas e alianças para a disputa de outubro de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo