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Republicanos asseguram vitórias nos tribunais e ampliam vantagem com novos mapas eleitorais

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Washington (17.mai.2026) – A menos de seis meses das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro, o Partido Republicano saiu na frente na disputa judicial pelo controle dos mapas eleitorais nos Estados Unidos. Impulsionados pelo presidente Donald Trump, aliados estaduais conquistaram decisões favoráveis em cortes federais e estaduais que podem render até 20 cadeiras extras na Câmara dos Representantes.

Maiorias apertadas em jogo

Atualmente, os republicanos detêm 220 dos 435 assentos na Câmara, contra 215 democratas. No Senado, a legenda governa com 53 das 100 cadeiras obtidas no pleito de 2024. Todos os lugares da Câmara e 35 assentos senatoriais estarão em disputa nas chamadas midterms.

Estrategia de gerrymandering

Apesar de o redistritamento normalmente ocorrer apenas após o censo populacional – o próximo está previsto para 2030 –, legislativos controlados por republicanos iniciaram o redesenho em 2025. A prática, conhecida como gerrymandering, concentra eleitores adversários em determinados distritos (packing) ou os dispersa entre vários locais (cracking) para enfraquecer a oposição.

Vitórias chave nos tribunais

O Texas foi o primeiro estado a aprovar novo mapa em agosto do ano passado. Uma corte local considerou o desenho discriminatório, mas a Suprema Corte estadual derrubou a decisão e manteve o projeto pró-republicano.

Mais recentemente, a Suprema Corte da Virgínia anulou um mapa criado pelos democratas que poderia transferir até quatro cadeiras republicanas para a oposição. Em abril, a Suprema Corte dos EUA bloqueou o modelo da Louisiana, classificando-o como baseado “excessivamente” em critérios raciais.

Estados já alteraram fronteiras distritais

Além de Texas e Virgínia, Flórida, Carolina do Norte, Tennessee, Ohio e Missouri aprovaram mudanças que favorecem o partido do presidente. Legisladores republicanos ainda buscam ajustes em Louisiana, Alabama e Carolina do Sul.

Impacto na disputa de novembro

Segundo o analista Kyle Kondik, do Centro de Política da Universidade da Virgínia, os democratas precisarão vencer o voto popular nacional para a Câmara por 3 a 4 pontos percentuais para retomar a maioria, a depender do resultado dos processos pendentes no sul do país.

O cenário eleitoral também é influenciado pela queda recente na popularidade de Donald Trump em meio à guerra no Irã e à alta da gasolina. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 12 de maio, com 2.069 adultos e margem de erro de dois pontos percentuais, indicou vantagem democrata se a votação ocorresse hoje.

Com informações de Gazeta do Povo