Brasília, 17 de maio de 2026 – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o orçamento de R$ 134 milhões previsto para “Dark Horse”, filme que contará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, é “barato para os padrões de Hollywood”. A declaração foi feita em entrevista ao influenciador de direita Paulo Figueiredo.
“Para quem não conhece, pode parecer caríssimo. Mas, para Hollywood, não é. E mesmo assim não se conseguiu captar todo o valor inicialmente projetado”, disse Eduardo. Ele ressaltou que a produção contratou o diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro. “Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel, pelo amor de Deus”, afirmou.
Áudio de cobrança a banqueiro colocou filme sob suspeita
A entrevista foi motivada pelo vazamento de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pressiona o banqueiro Daniel Vorcaro – dono do extinto Banco Master – a continuar financiando a produção. Segundo o site Intercept Brasil, Vorcaro já teria depositado R$ 61 milhões no projeto e, ao suspender os repasses, passou a ser cobrado pelo senador.
Eduardo Bolsonaro negou qualquer contato com o empresário investigado por fraudes no sistema financeiro. “Se houver conversas minhas com Vorcaro, parem de me seguir. Não participei de nenhum encontro com ele, nem no contexto do filme”, declarou.
Produção pode ser a mais cara do cinema nacional
Se o investimento de R$ 61 milhões for confirmado, “Dark Horse” se tornará o filme de maior custo da história do cinema brasileiro, superando “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar, que consumiu R$ 45 milhões.
A produção ainda busca captar o montante restante para cobrir o orçamento de R$ 134 milhões.
Com informações de Gazeta do Povo