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Após veto histórico, Lula avalia reenviar Jorge Messias ao STF

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Brasília – 17/05/2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda submeter novamente ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição sofrida no fim de abril.

Segundo auxiliares palacianos, recuar após a derrota seria interpretado como sinal de fraqueza política diante do Congresso, aumentando o desgaste do Planalto em meio ao embate com o Senado e setores do Centrão. A estratégia discutida envolve aguardar um clima menos tensionado antes de uma nova investida.

Derrota inédita no plenário

Em 29 de abril, Messias foi barrado por 42 votos a 34, primeiro revés de um indicado ao STF em mais de 130 anos. Parlamentares atribuíram o resultado à articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ao descontentamento de congressistas com decisões recentes da Corte, incluindo investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Divisão interna no governo

Embora Lula mantenha confiança pessoal em Messias e conte com apoio de ministros do STF e do núcleo político petista, uma ala do governo recomenda cautela. Integrantes desse grupo temem que uma segunda negativa amplie a crise entre Executivo e Legislativo e complique futuras indicações para tribunais superiores. Também há quem defenda deixar a cadeira vaga até que o cenário eleitoral de 2026 esteja mais claro.

No Planalto, seguem sendo ventilados nomes alternativos, inclusive de mulheres negras, demanda que ganhou força após a rejeição de Messias. Ainda assim, aliados afirmam que Lula continua inclinado a priorizar o atual AGU.

Reação de Messias

Depois da votação, Jorge Messias adotou tom conciliador, reconhecendo a soberania do plenário e afirmando que “saber ganhar e saber perder faz parte da democracia”. Próximos ao ministro relatam que ele não considera encerrada a chance de chegar ao STF; a frase “Deus proverá” tem sido repetida por Messias ao comentar seu futuro político.

Aliados observam que a recepção calorosa ao AGU durante a posse do ministro Nunes Marques ajudou a reduzir a impressão de isolamento e demonstrou que Messias ainda dispõe de respaldo no meio jurídico.

Com informações de Gazeta do Povo

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