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Ataque maciço de drones ucranianos paralisa aeroportos de Moscou e deixa mortos

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MOSCOVO – Um bombardeio de drones lançado pela Ucrânia contra instalações militares e industriais nas proximidades da capital russa provocou, na madrugada deste domingo (17/05/2026), a maior ofensiva aérea do gênero desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. A operação fez os quatro aeroportos de Moscou suspenderem operações temporariamente e deixou pelo menos três mortos e 15 feridos, informaram autoridades russas.

Segundo o governador da região, Andrei Vorobiov, uma mulher morreu quando um drone atingiu diretamente sua residência. Outros dois homens perderam a vida após destroços de um aparelho abatido caírem sobre uma construção. A maioria dos feridos trabalha em uma refinaria atingida por fragmentos de drones interceptados pelas forças de defesa antiaérea.

Defesas relatam centenas de alvos abatidos

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 81 drones foram derrubados durante a noite e 120 nas últimas 24 horas. Até então, o maior ataque concentrava 65 dispositivos, registrado em meados de março.

Entre 4h e 6h, horário local, repórteres registraram mais de 20 explosões fortes nas imediações do aeroporto de Domodedovo. Além da suspensão geral dos pousos e decolagens, um drone abatido caiu na área do aeroporto de Sheremetyevo, sem alcançar pátios ou terminais de passageiros, de acordo com a administração do local.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que, do fim da noite de sábado até a manhã de domingo, 556 drones de asa fixa foram destruídos em 14 regiões do país, na Crimeia, e sobre os mares Negro e de Azov. Em Sebastopol, Crimeia, destroços atingiram linhas de alta tensão e cortaram o fornecimento de energia.

Reação de Kiev e apelo do Vaticano

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a investida como resposta aos bombardeios russos contra cidades da Ucrânia. “Nossas respostas estão completamente justificadas”, disse, elogiando o desempenho do Serviço de Segurança e das Forças de Defesa da Ucrânia ao superar o “maior nível” de defesa aérea russa na região de Moscou.

Em Roma, o papa Leão XIV citou o conflito durante a oração dominical Regina Caeli. O pontífice lamentou um ataque russo que, na quinta-feira, atingiu um comboio humanitário da ONU em Kherson. “Onde caem mísseis e drones, caem também as esperanças”, afirmou, pedindo o fim da guerra.

Com informações de Gazeta do Povo