Forças dos Estados Unidos e da Nigéria mataram Abu-Bilal al-Minuki, também conhecido como Abu-Mainok, apontado como o segundo na hierarquia do Estado Islâmico. A ação, realizada em 16 de maio de 2026, foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump em sua rede Truth Social e confirmada pelo gabinete da Presidência nigeriana.
“Ele achou que poderia se esconder na África, mas nossas fontes nos mantiveram informados”, publicou Trump, agradecendo ao governo nigeriano pela cooperação. O republicano classificou Al-Minuki como “o terrorista mais ativo do mundo”.
De acordo com a CNN, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, informou que Washington rastreava o líder jihadista havia meses. “Ele estava matando cristãos, e nós o eliminamos, junto com todo o seu entorno”, declarou.
A operação ocorreu na bacia do Lago Chade, região que faz fronteira com Chade, Camarões e Níger e integra o estado nigeriano de Borno. Esse território é apontado como local de nascimento de Al-Minuki e centro da insurgência islâmica no país. A violência frequente contra cristãos na área levou Trump a cogitar reforçar a presença militar norte-americana, sob a justificativa de que o governo local não protegia as populações atacadas.
Sequestro de estudantes em Borno
No mesmo dia da operação, o Boko Haram — grupo terrorista que atua paralelamente ao Estado Islâmico na Província da África Ocidental — sequestrou ao menos 30 estudantes de uma escola de ensino fundamental e médio em Borno. Segundo Muhammad Goni, líder de uma força-tarefa de milicianos que auxilia o Exército nigeriano, cerca de 50 homens armados invadiram o colégio. O porta-voz da polícia estadual, Nahum Daso, confirmou o ataque, mas não informou o número de reféns.
Boko Haram e sua dissidência são responsáveis por milhares de mortes e raptos no país. Em 2014, o grupo sequestrou 276 meninas em Chibok; dados da ONU citados pela agência EFE indicam que 91 dessas vítimas ainda estão desaparecidas após 12 anos.
Com informações de Gazeta do Povo