A inflação mensal da Argentina desacelerou para 2,6% em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado representa a segunda queda seguida do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e fornece algum alívio ao governo do presidente Javier Milei.
Queda no ritmo anual
Na comparação com abril de 2025, o IPC acumulou alta de 32,4%. Em março, o avanço anual era maior, o que indica ritmo de alta mais lento dos preços.
Bens e serviços
Os preços de bens subiram 2,5% em abril frente a março e acumulam 27,4% em 12 meses. Já os serviços aumentaram 2,6% no mês e 43,1% em um ano.
Setores com maiores altas
• Transporte: +4,4%, influenciado pelo encarecimento dos combustíveis diante do conflito no Oriente Médio.
• Água, gás e eletricidade: +3,5%.
Projeções para 2026
O Orçamento enviado pelo Executivo ao Congresso estima inflação de 10,1% para 2026, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta 30,4% para o mesmo período.
Declaração de Milei
Ao canal de streaming Neura, Javier Milei comemorou a desaceleração, mas afirmou que sua equipe “só descansará quando o dado for zero”. O presidente acrescentou que ele e o ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, “odeiam a inflação”.
As estatísticas de abril reforçam a meta anunciada pelo governo de eliminar a alta de preços no país, um desafio descrito por Milei como “luta contra décadas de descontrole fiscal”.
Com informações de Gazeta do Povo