O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, pelo líder chinês Xi Jinping em Zhongnanhai, sede de trabalho e residência da cúpula do Partido Comunista Chinês (PCC) em Pequim. A audiência encerrou a visita de três dias do chefe da Casa Branca à China.
Complexo histórico e simbólico
Localizado ao lado da Cidade Proibida, Zhongnanhai ocupa um antigo jardim imperial e é frequentemente comparado à Casa Branca, nos EUA, e ao Kremlin, na Rússia. O nome significa “Mares Central e Meridional”, referência aos dois lagos que dominam a área interna.
Segundo a emissora norte-americana CNN, Xi apresentou o local ao visitante, destacando que ali “líderes como Mao Tsé-Tung, Zhou Enlai, Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao trabalharam e viveram”. O presidente chinês também apontou árvores milenares preservadas dentro do perímetro murado.
Trump elogia o cenário
Durante o passeio pelos jardins, Trump elogiou as rosas e afirmou: “Lugar bonito. Gostei. Eu poderia ficar por aqui”, em tom de brincadeira.
Raridade de convites
Receber autoridades estrangeiras em Zhongnanhai é incomum. Além de Trump, apenas três presidentes dos EUA estiveram no complexo: Richard Nixon (1972), George W. Bush (2002) e Barack Obama (2014). Outros líderes recebidos por Xi no local incluem os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e de Belarus, Aleksander Lukashenko.
O especialista em relações internacionais Shen Dingli, de Xangai, disse ao jornal The New York Times que a escolha de Zhongnanhai evidencia o caráter pessoal da relação entre Trump e Xi.
Reconhecimento mútuo
Na véspera, apesar de divergências em temas como guerra comercial, Taiwan e Irã, Trump qualificou Xi como “amigo” e “grande líder”, prometendo uma parceria bilateral “melhor do que nunca”. Já o mandatário chinês explicou que a recepção em Zhongnanhai foi um gesto de retribuição à hospitalidade de Trump em 2017, quando Xi foi recebido no resort Mar-a-Lago, na Flórida.
Diferentemente da Casa Branca, Zhongnanhai permanece fechado ao público. A estrutura abriga escritórios do PCC e do Conselho de Estado e serve de residência oficial para a elite governante chinesa.
Com informações de Gazeta do Povo