Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajuda para prender o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria fluminense Refit e considerado foragido da Justiça brasileira. O pedido foi feito na semana passada, durante encontro entre os dois mandatários em Washington.
Magro, que reside em Miami há cerca de dez anos, é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 15 de maio de 2026. A investigação mira um esquema bilionário de sonegação de impostos no setor de combustíveis e envolve ainda o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ), alvo de mandados de busca e apreensão.
Maior devedor contumaz do país
De acordo com a Receita Federal, a Refit acumula dívidas fiscais de R$ 26 bilhões com a União e o Estado do Rio de Janeiro. As autoridades classificam a companhia como devedora contumaz por utilizar o não pagamento de tributos como estratégia permanente de financiamento, prática que permitiria a venda de combustíveis a preços artificialmente baixos.
Nome incluído na difusão vermelha da Interpol
Ao comentar o assunto em coletiva de imprensa, Lula relatou ter dito a Trump: “Se você quiser combater o crime organizado de verdade, tem que começar a entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami”. O governo brasileiro pediu a inclusão de Ricardo Magro na lista de difusão vermelha da Interpol, o que facilita sua captura no exterior.
Histórico de operações
A Refit já foi alvo de outras investigações, entre elas as operações Poço de Lobato e Carbono Oculto — esta última desvendou um esquema de adulteração de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal e a Receita apontam fraudes na importação de derivados de petróleo, sonegação em massa de ICMS e lavagem de dinheiro por meio de notas fiscais frias.
A reportagem procurou a Refit para comentar o mandado de prisão contra Magro e os novos desdobramentos da Sem Refino, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Com informações de Gazeta do Povo