O bloqueio naval comandado pelos Estados Unidos contra o Irã completou um mês nesta quarta-feira (14/05/2026), causando queda brusca nas exportações de petróleo e pressionando ainda mais a já fragilizada economia iraniana.
Exportações travadas
Posicionadas em rotas estratégicas no Golfo Pérsico, forças navais norte-americanas impediram que mais de 70 navios-tanque chegassem a destino, cortando a principal fonte de receita de Teerã. A suspensão dessas cargas representa perdas bilionárias para o governo iraniano.
Impacto interno
Com a entrada de divisas em declínio, o rial atingiu mínimas históricas e a inflação disparou. Itens básicos como arroz e ovos subiram até 60%. Além disso, a limitação da internet, adotada pelo regime para conter protestos, gera prejuízos diários de milhões de dólares por paralisações em serviços digitais.
Tentativas de driblar o cerco
Para reduzir o estrangulamento, Teerã avalia enviar petróleo bruto por ferrovias até a China, atravessando países como o Cazaquistão. Especialistas, porém, alertam que a capacidade ferroviária não se aproxima do volume transportado por navios, funcionando apenas como solução temporária.
Condições impostas por Washington
A Casa Branca, sob a administração Donald Trump, exige que o Irã abandone o desenvolvimento de armas nucleares, suspenda o enriquecimento de urânio por 12 anos e reabra o Estreito de Ormuz sob supervisão da ONU. Em troca, prometem levantar sanções econômicas e liberar bilhões de dólares em ativos iranianos congelados no exterior.
Papel da China
Principal compradora do petróleo iraniano, a China manifestou interesse em ajudar a encerrar o impasse. O presidente Xi Jinping sinalizou disposição para mediar as negociações, assegurando que não fornecerá equipamentos militares a Teerã, mas reiterou a intenção de continuar adquirindo energia do país persa.
A escalada econômica e diplomática segue sem solução imediata, enquanto o bloqueio mantém o petróleo iraniano fora do mercado global.
Com informações de Gazeta do Povo